Brasa

14/04/2014

0 Comments

 
  A estrela que não se alimentou de seu lume, caiu como que num archote abrasado de pretume.
 
 
 Um relógio; um ciclo; um retorno.
 Uma sorte; uma morte; um ponteiro

 Não importa permanecem três ponteiros, pois três ponteiros marcam três destinos inteiros. Um segundo influência no minuto, o qual surgiu entre os extremos, mas ambos são menores, em ego, que as horas que marcam uma vida verdadeira.
 Quantas voltas daria o minuto para se dar conta do que a hora sucede, pois que depois de várias voltas, ambas compreenderiam o dia. A noite separou uma hora e um segundo, segundo o que dizem, segundo o que dissemos, segundo o que uma hora determinou...

 Tempo não cura tempo não rasga o vento não culpa o medo que sucedeu...

 Maia-noite meio escura meio clara meio opaca, meio negra meio seca meio meio meio sem fim meio sem começo e meio triste. Rasga acima e abaixo, apaga e arrasta seu rastro sem cor.

 Relógio contador, aponta vidas e cessa a dor, enfim. Será fim e não encontrarei o céu. Amor...
 E não buscarei o mel. Ardor.
 
 
O desejo exala o cheiro da discórdia
Cada horror carrega o medo da derrota
Cresce e julga sem parar
Esmaece enfim, sem retornar

Acalma, desalma, desarma
Apaga, afaga e desespera
Morre e espera

Fogo sem chama que arde sem brilhar
Clama e chama que apaga sem olhar
Morre e vive sem queimar

Morre e morre sem guiar
Guia e vive sem cessar
Morre até parar
Para lá sem ar
 

Acorda

22/09/2013

0 Comments

 
Tristeza do tipo que mata
Angústia do tipo que queima
Amor do tipo que desperta

Esperando a morte, eu calo
N'alma a brasa ferve o coração
A melancolia traz em vão
Toda a vida sem meu despertar
 

Cegueira

18/09/2013

0 Comments

 
Subir devagar
Topo de penhasco que só faz cair
Referência que só faz seguir
Viver

Morte sem alento
Em braços noite adentro
Nas luzes da minh'alma sem cor
Sem amor ou sem ardor

Grito pulsante do desespero
Quem espera
Quem espera?
É quem espera...

Busca sem nunca alcançar
Anda sem nunca chegar

Observa o topo antes de andar
Se ilude
É cego
 

Ver

09/09/2013

0 Comments

 
Agora, a esperança
Onde há esperança
É que agora descansa
A dor e o amor
Última vez, mas também a primeira. Tal como não busquei. É que ainda falarei de buscar. Quando a alma repousa em bons braços fortes de delicadeza.

Primeira vez. Primeiro choro. Primeira esperança. Segunda criança. Única dor. Nenhum consolo. Único amor.

Segunda vida. Não existem paralelos. Por bem, pois é bom, não existem mais elos. Não desperta o ego, pois desperta o amor.

Passado distante, programado para o futuro. Lembrança doce de um passado não vivido. Sem um futuro amargo de um passado experimentado pelas mãos de quem na verdade nunca quis (ver).
 
 
Cegueira não condena
Quem ordena?
E quem escolta?

À sua volta
Passado à tona
Temor e desonra

Um dedo indicando
Muito menos do que amo
O que perde
E o que morre

Coração, terreno infértil
Traição de um futuro
Onde nada foi certo
Certa luz no seu escuro
 

E se...

08/09/2013

0 Comments

 
Onde estou? Aonde vou? Quem quem irei? Quer queira estar?
Onde sou? Com quem restou? Sem nem amar?
Sem nem sofrer? E se querer? E se...
 

Sem fim

08/09/2013

0 Comments

 
Necessidade de ar
Capacidade de amar

Aonde você foi?
Preciso encontrar
Não há mais uma maneira
Uma nova forma de estar

Me abate o cansaço
A incapacidade de ser
De ter sem receber
Em doar e perecer

E a vida segue nua
Sempre sua

Toda necessidade de algo
Novo estalo de cetim
De uma aventura a mais
Quero uma vida sem fim
 
 
Formas de morrer
Formas de mover
Morder, Amar

Jeito de entreter
Ter sem jamais ser
Ei! Amar é ter (ou ser?)

Fica a dúvida